2012-01-19


poema a quatro mãos



julguei ser possível o mar
o precipício doce
para o fim das vergastadas
ousei nadar até ao mar alto
lugar onde elas são inúteis
foi apenas um recorte do tempo imenso
um vento desviou a proa do navio
e devolveu-me à beira-mar
onde a verdade virgem é degolada
e passeamos com pés de larva
a natureza tudo acolhe
o bem e o mal
as ilusões idiotas
a ganância
a futilidade do poder
a beleza do amor
os sonhos puros de justiça
os gestos ancorados na verdade
conforme o ritmo e a cadência das marés
lhe comandam o remar




José Manuel Marinho e Marta Vasil




Bresson

2 comentários:

  1. um poema a quatro mãos que resultou num belo trabalho.

    parabéns aos dois.

    um beij

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  2. Olá José

    Voltei aqui e que surpresa boa! Gostei de "poetar" a 4 mãos. Acho que resultou.
    Também já publiquei no meu novo canto.

    Um abraço e obrigada pela cumplicidade nas palavras que esrevemos

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