2011-11-12


consulta



continuas alheio
aos sinais e queixas do meu corpo
simulas que me ouves
mas não esqueces o limite de tempo
da prestação do negócio
repara que só foste
receber-me à porta
na primeira vez
depois
levantaste-te
sim
mas quando sinalizaste o final
pois sabes ser o momento de aguardar
sentado
o dinheiro está certo
a cura
posso então esperá-la
ou arrasto-me nas drogas que prescreves

3 comentários:

  1. Olá, José!!
    Você está um cronista/poeta de primeira linha!

    Até!

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  2. Poesia na consulta! Uma das poesias mais real e bonita que li. És o verdadeiro poeta do cotidiano. Abraço

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