2011-07-02


poema ingénuo


diante de ti
eis a inquietação deste mundo
desmesurado
alheio às metamorfoses da natureza
a nossa amiga dilecta
esquecida
violentada
pensando alguns poderem manipulá-la

quanta cega ganância
quanta inútil sabedoria

dois mil e onze anos depois do cristo vivo
ainda se morre por falta de pão
água
e até de um
simples abraço amigo




7 comentários:

  1. Gostei muito...é tão real e tão apelativo!
    Abraço,
    Manuela

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  2. Querido amigo José Marinho,

    Poema profundamente humano amigo. Os anos, os séculos passam e o homem aprende e evolui vagarosamente....

    Beijos com carinho e bom fim de semana.

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  3. .

    .

    . em poesia . a assertividade revela [ainda que erraticamente] um verbar pungente .

    .

    . um grande abraço .

    .

    . com amizade .

    .

    .

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  4. Quanta verdade!
    Falta ingenuidade a muita gente...

    Bjos

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  5. Toda verdade e realidade em teu poema, só os ingênuos percebem?..rs

    Beijo meu

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  6. Olá, caro poeta!

    Muito boa sua poesia! Como sugere o teu texto (pelo menos, assim o entendi), o mundo nem sempre é um lugar seguro de se viver e a natureza tem dado a sua resposta gradativamente. Parabéns!

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  7. Donzelas do Apocalipse

    Sem pai, sem mãe,
    Sem leite materno...

    Seu estômago vazio
    Pediu por comida:
    Com uma arma carregada
    Roubou uma vida.

    Escondia-se na escuridão,
    Disfarçava-se na luz.
    Foi a uma igreja...
    Rezar, pedir perdão?
    Não! Para roubar um pedaço de pão.

    O mundo o condenou.
    Amor e carinho
    Jamais encontrou.

    A sociedade o execrou,
    A margem da vida o adotou.
    Foi condenado a percorrer
    Um longo e tortuoso caminho:
    O seu exílio.

    Mas, não estava só!
    De ambos os lados,
    Lindas e afrodisíacas donzelas
    O seguiam:

    A angústia e a fome
    A solidão e a morte.

    Do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) de Agamenon Troyan.

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