2011-03-04


poema ingénuo




só o belo redime
só o belo
evoca silêncios sublimes
espanto

não sei o que ele é
mas sei que me transtorna
comove
excita
estimula
e se me cala
pela sua perfeição
ou um pormenor seu detém o olhar
do meu corpo
fico num estado
de paixão subtil
que fala baixinho
e namora comigo até
aparecer
um gesto
um olhar

talvez mesmo

um simples
beijo







yuri

3 comentários:

  1. .

    .

    . eu diria do belo como um apelo . e a saúde instala.se como que se estalasse o coração a dizer.nos que ainda estamos vivos .

    .

    . o fulgor é o combustível da vida .

    .

    . um bom.domingo . josé .

    .

    . abraço.O .

    .

    .

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  2. Um namoro entre o olhar e o BELO e... um gesto a acontecer. Assim se pode defenir o BELO, ainda que num "poema ingénuo".

    Beijo grande

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  3. Querido amigo José Marinho,

    Um instante poético maravilhoso pela grandiosidade do que transmite em cada verso, que não foge aos detalhes mais belos deste poema lindo.

    Carinhoso beijo

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