2010-10-31


vi o mar
estive com ele
protegi o corpo do sol forte
e deixei viajar o olhar

corriam uns
andavam outros
passeavam de mãos dadas
alguns
outros jogavam
aqueles nadavam

detive o olhar num grupo
sentado junto às ondas
permaneciam estáticos
escorrendo-lhes pela pele
o borrifo das ondas

vi o mar
estive com ele
mas tu não estavas lá





7 comentários:

  1. Querido amigo,

    um poema observador do que está à volta e do que dói dentro: saudade e solidão. São ondas que nos invadem, vez em quando. Um belo poema.


    Carinhoso beijo, Jose.

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  2. Olá José,

    Tão longe o olhar quando a saudade aperta o laço desse vazio…
    A expressão das ondas no !n finito sempre tão perto…
    Somos quebradiços como ondas na areia…

    beijinhos

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  3. Sonhando com uma sereia..., talvez... :)

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  4. " mas tu não estavas lá " ... mas se estivesse , talvez não " visse " o mar .

    Um beijo

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  5. Para além de tudo o que o olhar nomeou no seu deambular, ele "viu" o que lá não estava... e o peito sentiu-lhe a ausência.
    Um abraço

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  6. tu é que não viste, mas estava transformada em grao de areia....

    gostei do poema!

    bom fim de semana!

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  7. E aquela onda, marota, que quase te molhava?!
    Era eu...

    Gosto desta forma de soltares a sensibilidade.

    Bj.

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