2010-04-25

Lembrar José Afonso é Lembrar o 25 de abril.






Hoje, quem são os vampiros?... São mais que muitos...


7 comentários:

  1. Adoro o Zeca. Nunca será esquecido.
    Olha, publico aqui uma das minhas publicações:
    VAMPIROS...? EXISTEM!

    Abraço Jota!

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  2. São mesmo mais que muitos! Lembremos o Zeca e o 25! Sempre! Abraço!

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  3. Hoje só recordo essa revolução maravilhosa que vivi na maior das euforias, depois...quem diria que chegamos a este presente tão «democrático»!...
    Bj,
    Manuela

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  4. VM - o anónimo a que chamaram "ninguém"26 de abril de 2010 às 00:14

    IDIOSSINCRASIAS
    Há muitos anos (teria eu uns 10) pedi-te para não venderes o "Cantigas do Maio", tendo até chorado. Lá o vendeste.

    Quando foi deste espectáculo disseste, e concordei, que era deplorável (não foi esta a palavra; não lembro agora). Era humilhante apresentar uma pessoa já em decadência devido à doença. Há uma cadeira da qual poucas vezes se levanta. Os seus músculos, ossos, etc (incluindo cordas vocais) estavam a "dar o berro". No público estavam misturados pessoas que o admiravam, outras porque era imperativo, outras para aparecer e aqueles que eram a sua negação.
    Este PROFESSOR (aquilo que ele disse que sempre fora), tinha uma voz "abençoada" e uma sensibildiade e capacidade de compor raras.
    Algumas mas belas melodias e letras de músicas (DA HISTÓRIA DA MÚSICA, pelo menos do século XX) saíram das suas características acima referidas.
    A sua voz era um instrumento fabuloso. Complemento perfeito para as composições. Não teve problemas de cantar outros...

    Neste espectáculo há uma voz trémula, que falha e desafina. Talvez quisessem que através deste registo muitos viessem a dizer que, afinal, a mesma (voz) só se tratava de trabalho dos engenheiros de som. TERRÍVEL.

    Morreu na miséria, nem dinheiro para o funeral havendo. Todos se afastavam dele (figuras públicas, principalmente da política), como se padecesse da doença mais contagiosa existente...

    Neste final de vida, vociferava contra muitos. Não pela sua situação, mas pela decadência que via à sua volta. Os palavrões estavam presentes quase em cada frase. Talvez porque fazem parte da Língua, porque são usados sem problemas pelos extractos da população ou, o que acredito mais, porque ajudam a desabafar como os gritos, o choro fazem. Deixou que grupelhos de pretensos esquerdistas se ligassem a ele e o chupassem sem pensarem -pelo menos- (vejam onde estão e o que fazem agora essas pessoas). Teria alguns amigos que o acompanharam até ao fim.

    Após a morte as grandes ocorreram essencialmente na vizinha Espanha. Por exemplo em Vigo. SUPREMA OSTRACIZAÇÃO!

    Pouco depois começaram a querer usar as suas músicas e frases. Lembram-se duma campanha de Mário Soares cujo lema era "venham mais cinco"? A viúva proibiu-a (lá teria as suas razões e não deveriam ser poucas).
    Agora todos o cantam e citam. Todos falam do "Zeca"...

    Eu, que tanto o admiro e que adoro muitas das suas composições (quase todas) tenho dificuldade em ouvi-lo. Raramente coloco os seus discos. E, para mim, é o José Afonso e não "Zeca"...

    Aqui está no referida "homenagem" no Coliseu. É dificil encontrar imagens e gravações com ele. Mas há! A menos que as tenham queimado!...

    Está abaixo de David LaChapelle. Um grande fotógrafo, sem dúvida, mas um homem da MODA; do excêntrico, histriónico, do fútil e acessório. Calhou.

    Há muitos anos que digo que o 25 de Abril é uma lápide. Aqui há muitas. Melhor passar o dia dormindo, fazendo de conta que não aconteceu.

    IDIOSSINCRASIAS...

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  5. Oportuno, coerente e correcto comentário. Um disparate desfazer-me do "Cantigas do Maio". Acabei, depois, por adquirir em CD; não é a mesma coisa... Nem por sombras.

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  6. De facto , a foto de LaChapele ali foi um acaso; poderá ler-se neste momento e nestes dias, evocando Abril de 74, o Portugal de hoje em termos de dominâncias políticas e culturais -"fútil e acessório", "acessório" até será demais; acrescente-se, ainda, "cínico".

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  7. Querido amigo,

    Só a arte é capaz desta alquimia de transmutar dores, tristezas ,tragédias e misérias tantas em beleza. Mesmo com a multiplicação dos cínicos ainda mais forte e bela é sua expressão. É o pão uno e universal da fraternidade num banquete de rara beleza onde todos são convidados especiais e iguais. Enquanto “uns comem tudo e não deixam nada” e bebem o vinho do sacrifício desumano e sanguinário Lindos e comoventes vídeos. Obrigada!

    Carinhoso beijo

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