2009-12-11

WHAT KEEPS MANKIND ALIVE? W. S. Burroughs e Tom Waits

Uma raridade. Não deixeis também de ouvir ao lado. Brilhante!

Lede o importante comentário de um visitante denominado Sr. Anónimo. VALE A PENA!




E uma óptima versão de Tom Waits

10 comentários:

  1. Excelentes escolhas, meu caro! Parabéns! E bom fim-de-semana!

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  2. Vi e ouvi tudo!
    Jota, tu dizes tudo: BRILHANTE!!!
    Para mim é difícil perceber na totalidade o Inglês falado, cantado. Por escrito, tudo bem.
    O primeiro vídeo, com legendas, deixou-me abananada (a imagem). O que é dito - INCRIVELMENTE VERDADEIRO!!!
    Jota, posso "roubar-to"?

    Abração.
    Fátima

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  3. William S. Burroughs, escritor da "Beat Generation". Lembro-me de, nos anos 80 e 90 se ter tornado "adorado" por certos adolescentes que seguiam, como é hábito, modas. Uma das modas era o australiano Nick Cave e tudo o que ele dissesse que gostasse tornava-se moda para esses putos de classe média e que se dizim "punks" ou algo afim. Assim passaram a gostar de Leonard Cohen, blues, William S. Burroughs e tudo o que viesse do "iluminado" e idolatrado Nick Cave. Mesmo que antes dissessem que odiavam isso (como os blues, Cohen...). Cave já era conhecido do tempo dos "Birthday party", mas essa fase é quase sempre "esquecida" e as referências aparecem mais a "Nick Cave and the Bad Seeds".
    W.S. Burroughs, matou a sua segunda esposa enquanto se divertia com álcool e muita droga graças ao dólares que trazia no bolso. Isto passou-se no México onde qualquer norte-americano podia fazer umas boas férias. A "brincadeira com coisas sérias" (revólver) levou-o a, como disse, a matar (acidentalmente) a referida.
    É "engraçado" vê-lo, depois de velho, como referência para os jovens e as notas biográficas quase omitirem o facto mexicano e referindo-se a ele como uma morte acidental causada por uma brincadeira de embriagados...
    Pois é: "os ricos são excêntricos; os pobres loucos", os que "roubam por fome ladrões, os que destroem milhões graças à especulação bolseira são pessoas a proteger...
    Ok,chega!...
    Vou ali vomitar, se ainda for a tem

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  4. Olá,
    Obrigada pela visita ao meu blogue e pelo comentário. De imediato cá estou.
    Muito interessante e inteligente!...
    À cabeça tem uma fotografia de Annie Leibovitz, não é? Creio já ter visto fotografias do género.
    Sobre os videos, aquele «senhor» diz verdades dolorosas!... Gosto bastante de Tom Waits. Vou voltar, tem muita coisa que me apetece explorar.
    Um abraço,
    Manuela

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  5. Jota, já "roubei", e "roubei" com muito gosto:)))

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  6. Muito obrigado ao Senhor Anónimo, o qual deixou um registo importante, inteligente, esclarecedor e correctíssimo. Se tivesse sido coerente nem editaria o vídeo; no entanto isso seria algo censuratório. Por outro lado é História moderna-contemporânea - devemos conhecer.

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  7. quem és tu? ninguém! ninguém, nem sequer é gente (com letra minúscula)! ninguém não é gente de bem! e ninguém, deve ser / estar sempre sujo(a)!

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  8. Resta dizer que o Burroughs, na fase do México a que alude o senhor ninguém-com-letra-minúscula, andava muito mal de massas. Talvez não mal como Lowry*, mas isso também faz parte da história contemporânea, até do papel do próprio México na construção do tal imaginário contemporâneo que tão bem referes. Renovo os votos de parabéns pelo excelente post!

    *a chalaça não é minha, é da Maria Velho da Costa no MISSA IN ALBIS

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  9. Atenção! Quem aqui comenta nunca é "ninguém", é sempre pessoa, ser anónimo não é o nada. Além disso, é um direito.

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  10. O seu a seu dono! BERTOLT BRECHT escreveu o que Burroughs disse. Ele e muitos... (principalmente versões musicais daquela que eu considero BOA e GENIAL dupla: Kurt Weil/Bertolt Brecht).

    A vida é assim: quem admira um "texto", acaba por o negar nos seus escritos.

    Brecht (que claro não conheci) supostamente odiava discriminação. Assim o diz a sua obra.

    Costumo distinguir o artista do ser humano e dou muito mais valor ao ser humano. Charles Chaplin foi um génio; dizem que Picasso e Salvador Dali também. Não "ponho" em causa que o sejam; mas como posso apoiar pessoas misóginas (como dizem de Picasso e de Chaplin), que negligenciaram os filhos (pelo menos Chaplin), ou que apoiaram as execuções franquistas e disso fizeram "gozo e exibição" (Dali)?

    Ninguém é perfeito nem a perfeição existe; mas há pessoas que fazem tudo para gozo próprio. Sem olhar a meios. Tanta gente!

    Deixo aqui umas frases de B. Brecht que encontrei e que não conhecia (obra tão extensa) e que, por coincidência, foram as primeiras que notei e têm que ver muito com esta "polémica":
    "...Mesmo o mais casmurro burocrata,/ Desde que ame a Paz,/ é um maior amante das Artes/ do que qualquer desses proclamados amantes das Artes/ Que ame as artes da guerra." - (Desculpem a tradução, mas julgo que não desvirtuei o essencial).
    ...

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