2009-12-12

Captura



Quem aqui comenta nunca é "ninguém", é sempre pessoa, ser anónimo não é o nada. Além disso, é um direito.




agarrei o tempo
de ter tempo
sem tempo
de te amar


olho-te sem limites
nem condição alguma
olho-te fixamente
tão fixamente
que as mãos descem
a tua pele
e ao rosto voltam
sem palavras
nem conversas
apenas mãos
percorrendo subtis
o teu calor


agarrei o tempo
de ter tempo
sem tempo
de te amar

que fazes
agora
ao tempo
capturado





imagem Cartier Bresson

8 comentários:

  1. Querido Jota,
    questa tua poesia mi trasmette pace del poeta ora dolce.I tuoi versi sono pieni di sensibilitá e amore.
    Un grande abbraccio

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  2. Olá Jota.
    Bonito, a "Captura" do tempo.
    Quem o capturou, pois que o guarde muito bem guardado, porque afinal, existiu um tempinho.

    Abraço Jota.
    Fátima.

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  3. Oi Jota!
    Se tem algo que as pessoas nunca vão chegar num consenso, esta coisa se chama tempo! Muito bom!!!

    Até!

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  4. Olá Poematar ,
    muito obrigada pela visita .
    Quanto ao seu poema ... comentá-lo não , pois a poesia não se comenta . Gosta-se ou não .

    Gosto deste .
    Voltarei , pois gostei de todo o espaço .

    Um beijo

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  5. Olá!
    *agarrei o tempo de ter tempo sem tempo de te amar8
    Maravilhoso!
    Muito obrigada, amigo!
    Beijos*
    Renata

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  6. Querido amigo, mais um belíssimo poema que nos faz gravitar...Nos arremessa para alhures dimensionais .
    Eu gosto muito dos efeitos cognitivos dos seus poemas. Obrigada!


    Boas Festas com paz , saúde, alegria e harmonia para você e familiares e um 2010 próspero com grandes realizações e boas surpresas! Carinhoso beijo.

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  7. Que seu Natal seja repleto das bençãos de Deus.
    beijos

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  8. Tanti auguri di Buon Natale e Felice Anno 2010 querido Jota con tanta serenitá.
    Bacini

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