2009-04-22

Poema colectivo. Está terminando. Série "pop/rock"

Já houve mais uma contribuição. Está agora assim. Proponho trabalhá-lo; dais-me autorização? Seria interessante voltardes e deixar mais voz. Está a chegar ao fecho; 25 de Abril.



um beijo
no centro
do coração
e que a voz
se erga


Pulando a cerca da Noite
em balidos de Veludo
e desperta sobre a Areia
no aroma da Aurora...


...ao lado no coração um beijo
para depois agarrar
na noite perdida e achada
sem nunca a voz derrubar...


... e na boca nasce um grito,
nas mãos, cravos vermelhos.
No coração amor novo
nascido na madrugada...



Na minha terra não se podia cantar
até que um cravo de liberdade
nos fez levantar e gritar,
e as vozes se levantaram em uníssono
e um canto fizeram despertar!


No centro do cravo coração
alma de novo a pulsar
não pode perder a noção
não pode deixar-se calar


Desperta voz do amor!
Desprende deste cravo
As notas suaves, mas graves
De arpejos quase sem dor


Preso o olhar na miséria do povo
o soldado poeta, de mãos a gemer
ejaculava ecos de raiva
com que bordava as estrofes
pressentindo em júbilo
que um Abril havia de acontecer.

.no perfil dum tempo.a.correr
atiram as palavras-mal-paridas
________como balas
abatendo os cravos.que.nasciam
no coração do poeta
.______passos.fardados
o ganir do medo___vampiros.vorazes
procurando sugar.o.puro.sangue
da madrugada____...
…..

Pára tempo!
Tempo não pares.
Olha o futuro…
Futuro? Onde?
Para onde?
Para ontem?
Para amanhã?
Porque hoje
Não és porto de abrigo!
E cada um escolheu seu jardim florido
Nos verdes sonhos da juventude que escoa
Onde nossos filhos abraçarão
Gaia
Que lhes deixaremos, como
Terra queimada e desilusão.

não me
perguntes
como vivi
o futuro,
porque eu quero
sepultar o tempo,
o passado
é amanhã
e por ti
vou esperar
nos silêncios gastos
enrolados
nas areias
ansiando um
tempo novo


O que somos
O que fomos
fruto da seiva
escorrida da
terra ferida
de onde nasceram
cravos vermelhos
que ousaram
perpetuar
o nome de
LIBERDADE!





Zappa. Uma pequena pérola.

6 comentários:

  1. Pela parte que me toca, mais que autorizado estás! :)

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  2. AUTHORIZED!

    Olá Jota

    Eu só te encontro nestas andanças dos blogs sempre espavorido e a correr. Estás numa maratona? Olha, o gato corre mais depressa do que tu...

    Beijinho:)
    Isabel

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  3. Não é uma pérola, mas um gato eriçado que te trago: um selinho de arrepiar!

    Mais uma corridinha, vá lá:))

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  4. E agora é só compô-lo e vai dar uma obra de arte, podes crer.
    Aguardo espectante o desfecho, faltam dois dias.
    Beijo
    Isabel

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  5. Olá Jota

    O dia está mesmo, mesmo a chegar, o dia do poema de muitas mãos. Claro que não me importo nada de o trabalhares, de o rematares, de lhe dares a volta que entenderes. Aguardo com muito entusiasmo e agradeço-te com um grande beijo esta tua iniciativa, que te acresce de trabalho. Mas a motivação é forte, não é?
    Virei amiúde espreitar.

    Bom feriado! Viva Abril. Mais um beijo enviado num cravo vermelho.

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