2009-04-26

Poema colectivo em bruto. Objectivo atingido. Missão 1 terminada.

Deixo ainda hoje o poema em bruto. Veremos como surge, se for capaz, até 1-2 de Maio. É ler agora, depois não me atirem pedras... Só flores....


um beijo
no centro
do coração
e que a voz
se erga


Pulando a cerca da Noite
em balidos de Veludo
e desperta sobre a Areia
no aroma da Aurora...


...ao lado no coração um beijo
para depois agarrar
na noite perdida e achada
sem nunca a voz derrubar...


... e na boca nasce um grito,
nas mãos, cravos vermelhos.
No coração amor novo
nascido na madrugada...



Na minha terra não se podia cantar
até que um cravo de liberdade
nos fez levantar e gritar,
e as vozes se levantaram em uníssono
e um canto fizeram despertar!


No centro do cravo coração
alma de novo a pulsar
não pode perder a noção
não pode deixar-se calar


Desperta voz do amor!
Desprende deste cravo
As notas suaves, mas graves
De arpejos quase sem dor


Preso o olhar na miséria do povo
o soldado poeta, de mãos a gemer
ejaculava ecos de raiva
com que bordava as estrofes
pressentindo em júbilo
que um Abril havia de acontecer.

.no perfil dum tempo.a.correr
atiram as palavras-mal-paridas
________como balas
abatendo os cravos.que.nasciam
no coração do poeta
.______passos.fardados
o ganir do medo___vampiros.vorazes
procurando sugar.o.puro.sangue
da madrugada____...
…..

Pára tempo!
Tempo não pares.
Olha o futuro…
Futuro? Onde?
Para onde?
Para ontem?
Para amanhã?
Porque hoje
Não és porto de abrigo!
E cada um escolheu seu jardim florido
Nos verdes sonhos da juventude que escoa
Onde nossos filhos abraçarão
Gaia
Que lhes deixaremos, como
Terra queimada e desilusão.

não me
perguntes
como vivi
o futuro,
porque eu quero
sepultar o tempo,
o passado
é amanhã
e por ti
vou esperar
nos silêncios gastos
enrolados
nas areias
ansiando um
tempo novo


O que somos
O que fomos
fruto da seiva
escorrida da
terra ferida
de onde nasceram
cravos vermelhos
que ousaram
perpetuar
o nome de
LIBERDADE!





Recorda-o não só nos dias de festa from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.

Ver outros filmes da Videoteca de Lisboa

http://www.videotecalisboa.org:80/index.php?module=ContentExpress&func=display&ceid=263

E para os mais novos.




É OPORTUNO REEDITAR HOJE

Blogando



blogo
blogas
bloga
blogais
blogam
blogamos
porque estamos
com algo mais
ou algo menos
não sei
talvez as duas coisas
estranhando-se mutuamente
blogamos
porque amamos
vadiamos
solitamos
ou a energia é tanta
que os dedos massacrando as teclas
amansam a fera encurralada
no quotidiano que não permite
devaneios
além do estabelecido pela
ordem democrática e desassumida
sem sabor

estas visitas
estes convites
estes entrar e sair
são as casas
quase
os quartos
do nosso corpo alma coração
errante
errado
ou certeiro
que sei
que sabes

blogo
blogas
bloga
bloguemos
e
um dia
quem sabe
do virtual surja
algo de real

mas afinal o que é o real
ó estafada retórica escolástica
cala-te
que o "dia claro" virá
e a aurora
em silêncio
beijar-te-á os cabelos

3 comentários:

  1. Não, Jota, não somos nós que fazemos a vida frágil. A Vida é frágil: neste preciso momento estamos vivos, em segundos, podemos morrer!

    Jota, quando abres a sessão, tens a opção "personalizar", e nesta, tens a opção "escolher outro modelo"

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